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Ser mãe suficientemente boa

Você já se sentiu culpada porque o parto não foi exatamente como imaginava? Na maternidade não deu para fazer a festa planejada. A amamentação, li tanto, me preparei tanto, não sei a onde eu errei. Aqui paro para refletirmos, tudo é novo como aprender a escrever e temos a borracha para apagar e seguimos persistindo na escrita perfeita, até que achamos que poderia “ser melhor”. A maternidade, paternidade é algo assim. Nasce o bebê, nasce o sentimento de culpa eterno sobre nós, gente  isso é normal, eu também passei por isso. Agora te convido a  parar e conversar consigo mesma, se eu potencializar esse sentimento o que pode acontecer? Ao escolher esse caminho, digo, esse caminho é muito árido, doloroso, frustrante. O que podemos fazer para para evitar esse caminho?


– de tempo ao tempo para conhecer o bebê
– ele é único, você é seu parceiro, parceira são únicos também, então evite comparar.
– lembre o seu tempo não é o tempo do bebê.
– evite estímulos em excesso, agenda da criança lotada, eles precisam brincar
– procure não se realizar através da criança.
– inclua na sua rotina, tempo de qualidade
– mergulhe nos momentos que estiver com o bebê a criança.
– desde bebê a criança precisa aprender a lidar com frustração. Não deixar chorar, atender prontamente 24hs por dia, pode comprometer processo tão importante.
– as vezes nos pegamos constrangidas por determinado comportamento da criança, exemplo a “denominada birra”. Não paramos para pensar o que a criança quer dizer com esse comportamento, o que ela quer falar é não consegue!
– queremos ser perfeitas e um pouco mais, dar conta de tudo e um pouco mais. Quando algo não acontece dentro dos denominador ” esperado” pode te desestruturar e se pegar questionando: ” A onde errei, a culpa cresce, mexe com a gente a ponto de desacreditar que sim, eu sou uma mãe suficientemente boa.

Afinal, o que é ser uma mãe suficientemente boa?. É a mãe que tem dúvidas das suas condutas, que algumas coisas pode não dar certo, ela falha o tempo todo mas está constantemente aprendendo e corrigindo suas falhas, que desenvolve uma comunicação do amor, assertiva pelo fato de haver ali um ser humano que se preocupa. Que ao atender o bebê, a criança Você não esqueça de ser você mesma. É desenvolver o olhar se colocar no lugar do outro. Aqui está uma pincelada do que é o conceito de Winnicott.

Por Eneida Souza

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